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Sétima edição da Semana de RI focaliza experiências de internacionalistas
Como de costume, os alunos de Relações Internacionais da FAAP organizaram a 7ª edição da Semana de Relações Internacionais, contando para tal com pleno apoio da Diretoria da Faculdade de Economia e do Diretório Acadêmico Roberto Simonsen. Na edição deste ano, a opção foi pelo relato de experiências de internacionalistas – que é como os bacharéis de relações internacionais gostam de ser chamados – de diversos segmentos de atividade, permitindo que os alunos do curso tivessem uma visão bastante abrangente das oportunidades que podem ter pela frente, quer como empreendedores, quer como funcionários de empresas de diferentes portes, tanto do setor público como do setor privado. Profissionais com vivências bastante diferenciadas puderam transmitir um pouco de suas experiências e conhecimentos por meio de relatos que mexeram com a platéia, entre os dias 19 e 23 de março.
Na abertura, a professora do curso de Relações Internacionais da PUC/SP, Flávia de Campos Mello, falou sobre o ensino, discorrendo a respeito das mudanças que os currículos dos cursos sofreram, dividindo essa evolução em três fases. Na primeira, predominou a visão tradicional: “Estudar RI era estudar a história das guerras e dos tratados de paz. Era um curso, portanto, muito centrado no Estado, ou seja, para aqueles que fazem as relações internacionais: diplomatas e membros das forças armadas. Trata-se de uma visão tradicional, muito conservadora, hoje considerada superada”. A segunda fase se caracterizou pelo caráter multidisciplinar: “O estudo de RI a partir de uma visão multidisciplinar, que incluia economia, direito, sociologia, ciência política, administração etc. O curso de RI seria, então, a junção da dimensão internacional de todas essas áreas do conhecimento. Também superada”. A terceira fase, por sua vez, prioriza o específico: “Atualmente, prevalece nos cursos de RI a visão de uma área específica do conhecimento, em que se estuda o funcionamento do sistema internacional em suas diversas vertentes, com métodos e objetivos próprios. Apesar de não deixar de ter uma dimensão multidisciplinar, o curso supõe uma identidade própria”.
Também ressaltou que o boom sofrido pela abertura de cursos de Relações Internacionais, na década de 90, não foi exclusivo no Brasil. Países da Europa e, de certa forma, do mundo todo também sofreram esse processo, principalmente por conta do final da Guerra Fria e da consolidação do processo de globalização. Já aqui, o precursor desse movimento foi o interesse pelo papel que o País poderia ter nesta realidade, ganhando força com o Mercosul, a abertura econômica e a Área de Livre Comércio das Américas - ALCA.
No tocante à carreira profissional, a professora Flávia afirmou ser possível combinar a carreira acadêmica com o exercício de funções no governo ou em organismos internacionais e advertiu os estudantes para a necessidade de uma formação longa e sólida, em especial para os cargos de relevo oferecidos pelas organizações internacionais, cujos principais postos exigem mestrado ou doutorado. Em complemento, falou da dedicação aos estudos como primordial para uma carreira bem sucedida em qualquer área que o internacionalista atue, pois lida com a realidade do mundo que está em constante mudança.
No mesmo dia, a presidente da PACTA consultoria, Carolina Valente, fez seu relato sobre a atuação do internacionalista em consultorias, ressaltando que o início profissional é um desafio para todos, mas que há diversas possibilidades a serem conquistadas com esforço e dedicação, concordando com a professora Flávia. Disse, ainda, que cada um deve procurar, durante a graduação, a área que mais lhe agrada dentro das várias possibilidades que o curso oferece. Segundo ela, paixão pela profissão é essencial para o sucesso.
Falando especificamente sobre a área de pesquisa, Carolina Valente sugeriu a existência de três tipos: pesquisa acadêmica, pesquisa institucional e pesquisa empresarial.
Usando sua trajetória como exemplo, Carolina destacou que trabalhou desde os seus doze anos. Passou por estágios, principalmente no setor público e pôde perceber que não queria se dedicar ao setor de ensino. No entanto, com seu empreendedorismo, notou que havia a possibilidade de utilizar seus conhecimentos e networking, para criar uma consultoria na área de Relações Internacionais, proporcionando o fomento de trabalhos de pesquisa. Assim, hoje, poucos anos após a sua formatura, ela já tem uma carteira de clientes que possibilita selecionar os trabalhos mais interessantes.
Carolina Valente concluiu citando uma frase do mitólogo americano Joseph Campbell: “A pequena sugestão que faço às pessoas que estão tentando seguir o seu rumo é de obedecer ao seu sentimento de felicidade. Eu obedeci e foi bom”. A palestrante aduziu: “Eu estudei RI e trabalho com RI. E adoro o que eu faço”.
O segundo dia da Semana de RI teve os depoimentos de William Waack, que discorreu sobre o trabalho de correspondente internacional, e de Fabio Rua, que falou sobre o trabalho do internacionalista numa grande empresa.
Formado em jornalismo (por obrigação), William Waack graduou-se posteriormente na Alemanha em ciências políticas e fez mestrado em relações internacionais. Exerceu por 21 anos a função de correspondente internacional na Alemanha, na Inglaterra, na Rússia e, por fim, nos Estados Unidos.
Baseou sua fala no tema “A mídia e as relações internacionais”. Sendo frontalmente contrário à exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, William Waack afirmou que se algum estudante tiver interesse em ser correspondente internacional poderá ter uma vantagem muito grande sobre a maioria dos jornalistas que acabam tendo uma formação muito genérica e superficial, sendo incapazes de ter uma boa compreensão das relações internacionais.
William Waack fez questão de questionar algumas falsas verdades amplamente disseminadas no meio jornalístico, tais como a de que ser jornalista implica necessariamente em ser de esquerda (embora muita gente não saiba exatamente o que é uma coisa e o que é outra), que a globalização é maléfica para os países não desenvolvidos, que o neoliberalismo é um modelo hegemônico e outras dessa natureza.
O segundo aspecto enfatizado ao longo de sua exposição foi sobre o papel e a influência da mídia como um dos atores das relações internacionais. Citando experiências de correspondentes importantes como Ernest Hemingway e Herbert Matthews, Waack recomendou aos estudantes a leitura de um livro recém lançado no Brasil, O homem que inventou Fidel, de autoria de Anthony DePalma. Em seguida, falou de algumas de suas próprias experiências no longo período em que esteve atuando como correspondente internacional. Reconheceu que a mídia tem inluência muito forte nas relações internacionais e que é não é fácil para um jornalista de um órgão de grande penetração evitar a utilização desse veículo como instrumento de poder e de formação de opinião.
Fabio Rua, na seqüência, iniciou sua exposição confessando sua emoção por estar podendo falar para alunos do curso que o havia formado, ressaltando a excelente qualidade da preparação que a FAAP lhe propiciou. Depois de concluir sua graduação, em 2002, Fabio Rua fez um curso de Diplomacia Econômica na Unicamp e está concluindo o mestrado em Gestão de Negócios Internacionais na FGV-RJ.
Em seguida, relatou sua experiência de seis anos na Câmara Americana, onde começou ainda como estagiário, chegando a gerente de relações internacionais. Na Câmara, Fabio Rua teve oportunidade de amadurecer bastante, tendo a responsabilidade de estruturar o departamento de relações internacionais, para o que montou uma equipe constituída integralmente por internacionalistas – já formados ou ainda estudantes.
Em 2005, foi sondado por um head hunter para assumir um cargo em nível gerencial de uma grande empresa que estava estruturando seu departamento de relações internacionais. Apesar de estar satisfeito na Amcham e faltasse ainda a etapa final do projeto que vinha liderando, Fabio Rua não teve como recusar o desafio que se lhe apresentava ao saber que a sondagem era da maior empresa privada brasileira, a Companhia Vale do Rio Doce.
Aceito o convite, mudou-se para o Rio de Janeiro, dando início a uma nova etapa de sua carreira, onde tem acompanhado a consolidação do processo de internacionalização de uma empresa que tem sido motivo de orgulho para todos os brasileiros. Tendo a oportunidade de conviver com executivos de grande vivência, como o diretor Renato Amorim e o presidente Roger Agnelli (aliás, também formado em Economia pela FAAP), Fabio Rua tem contribuído para a realização do amplo leque de tarefas que competem ao seu departamento, que vão da análise dos principais temas político-econômicos dos países em que a empresa atua, passando pela interlocução com alguns dos diversos atores institucionais relevantes, até ao desenvolvimento de metodologias e ferramentas para a gestão corporativa global de temas críticos da CVRD, que já está em mais de 20 países. Nesse sentido, a principal função do departamento tem sido a de definição de ações preventivas capazes de evitar a concretização de qualquer das possíveis ameaças anteriormente identificadas. Considerando o diferente nível de desenvolvimento dos países em que a Vale opera, é possível ter uma noção da amplitude do trabalho cotidiano de Fabio Rua e a extensão do desafio que o aguarda pela frente.
Na quarta-feira, o foco da Semana de RI recaiu sobre terceiro setor e agência governamental, contando com a diretora executiva do Centro Brasileiro de Relações Internacionais - CEBRI, Denise Gregory, e com a ex-aluna Mariana Figo Gaspar.
Denise Gregory começou falando sobre o CEBRI, sediado no Rio de Janeiro, definindo-o como um think tank que busca um diálogo entre governo e sociedade. Prosseguindo, Denise disse que percorreu um longo caminho para alcançar sua atual posição como internacionalista, marcado pelo fato de ter sido uma das dez graduadas da primeira turma de Relações Internacionais no Brasil, na Universidade de Brasília, na década de 70. Passou por estágios e trabalhou em diferentes organismos governamentais, em especial os ligados ao comércio exterior e às negociações que envolveram o Brasil, nos quais a visão generalista é importante para a compreensão dos processos de maneira global.
De uma forma geral, houve um aumento na demanda pelos internacionalistas em virtude da abertura e integração regional brasileira, principalmente o Mercosul e a ALCA. Estes processos movimentaram o interesse e a preocupação da iniciativa privada pela área internacional, a tal ponto que foi criada a Coalizão Empresarial Brasileira. Dentro dessa perspectiva é que o papel do internacionalista, que tem uma formação generalista, o que ela destacou como positivo, é que tem proporcionado o diferencial em relação aos outros profissionais. Essa deve ser uma preocupação dos cursos que preparam esses futuros profissionais, primando pela sua qualidade, principalmente por meio do corpo docente que deve combinar, necessariamente, qualificação com experiência prática.
No mesmo dia, Mariana Figo Gaspar, formada pela FAAP, contou sua experiência em assessoria internacional. Apesar de recém-formada, seu estágio na Assessoria Especial para Assuntos Especiais do Governo do Estado de São Paulo até junho de 2006 lhe proporcionou significativa experiência. Depois, atuou como assistente do embaixador Adalnio Sena Ganem. Atualmente, trabalha como assessora na Secretaria Municipal de Relações Internacionais. Baseada nisso, Mariana destacou o constante contato com a diplomacia, que não se limita ao Itamaraty, já que os atores subnacionais têm se tornado mais importantes nos últimos anos, em especial na chamada Diplomacia Empresarial.
Segundo a ex-aluna, trabalhar em assessoria internacional abre a possibilidade de “vender” positivamente o Brasil no exterior, superando a imagem de “país do carnaval”. O assessor internacional tem, também, a função de facilitador do governo junto à iniciativa privada, pois por estar fora da esfera federal, tem maior liberdade de ação para a atração comercial. Para tanto, destacou a importância do conhecimento e ação frente a hierarquias e protocolos e entender que até nas recepções se trabalha, o que exige grande atenção à rede de contatos. Mariana Gaspar realçou a importância dos contatos que os alunos criam desde a graduação, já que sempre há a possibilidade destes virem a se tornar fundamentais mais para a frente.
A quinta-feira foi dedicada a duas áreas: serviços e agências governamentais. Para apresentar suas experiências na primeira área, os organizadores da Semana de RI convidaram Lucia Antunes, gerente nacional de Customer Service da Maersk, e Jaqueline Medina, treinee na mesma empresa, que é líder no segmento de logística e transporte marítimo de carga em contêiner. Lúcia começou revelando que também tinha dúvidas sobre cursar Relações Internacionais, pois o mesmo tem uma formação muito abrangente e de difícil explicação, principalmente para os pais que sempre questionam sobre as possibilidades de trabalho que esta área de estudo proporciona. Foi ainda na graduação que tomou contato com comércio exterior e se apaixonou, mesmo sendo uma área de difícil atuação para mulheres, pois até hoje é um ambiente predominantemente masculino. Mesmo assim ela diz gostar muito, pois a área de navegação, na qual a Maersk é uma das maiores do mundo, é muito dinâmica e, por isso, não tem monotonia. Por essa razão, e outras mais, para ela, o internacionalista se dá muito bem, pois é necessário ter visão ampla e flexível e capacidade de questionamento e de negociação, características que um especialista de comércio exterior não tem. Com isso, ela passou a palavra à Jaqueline.
A trainee da Maersk também destacou suas dificuldades na escolha do curso de graduação em uma área nova no Brasil, acentuadas na busca por um estágio. A partir deste ponto, passou a descrever suas experiências como trainee na companhia marítima, cujo programa dura dois anos, inclusive com passagens por Copenhagen, para possibilitar entendimento da empresa toda, que tem atuação global. Ela disse que a parte de relacionamento interpessoal é muito importante, já que tem que lidar com pessoas de diferentes culturas, e que têm pontos de vistas diferentes. Ressaltou que nas dinâmicas de seleção, as posturas e procedimentos dos internacionalistas sempre chamam a atenção pela sua formação generalista. Também lembrou da importância de uma rede de contatos, pois pode ajudar na contratação. Por fim, recomendou postura e atitude pró-ativas como um diferencial na carreira, e sempre procurar fazer as perguntas corretas.
Já para abordar o trabalho do internacionalista numa agência governamental, a convidada foi Cammilla Horta Gomes, que relatou sua experiência de trabalhar no setor público do governo brasileiro não relacionado à diplomacia. Ela fez questão de ressaltar essa diferença, pois para ela, não é necessário ser diplomata de carreira para representar o Brasil. Cammilla mostrou esse ponto de vista porque a Gerência Geral de Relações Internacionais da Associação Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA é uma pioneira nesse campo, no qual, ela, como uma especialista em regulação e vigilância sanitária ajuda nas negociações internacionais, pois o internacionalista tem a capacidade de relacionar todas as posições em diferentes negociações. Além disso, para ela, esse profissional tem a capacidade de visualização do futuro, ou seja, de conseguir analisar os impactos das negociações atuais, tendo uma visão estratégica. Tal ponto que outros órgãos públicos também estão começando a contratar internacionalistas, mesmo não tendo setores específicos nesta área.
Ela repassou os pontos que achou muito importantes para a sua carreira, mas fez questão de destacar que não queria passar uma receita. Assim, mencionou a relevância de ter feito uma iniciação científica, na qual aprendeu a aplicar metodologia e ter orientação. Outro fator muito importante para ela foi ter participado da organização de modelos de simulação da ONU, pois isso possibilitou conhecimentos extracurriculares, como negociação em situações adversas, tanto na parte acadêmica, quanto na de organização. Além disso, estes modelos constituem-se em excelente oportunidade para fazer networking, que destacou não ser “QI”, mas sim conhecer pessoas que podem ajudar nos contatos e problemas do dia-a-dia. Para finalizar, disse que a elaboração da monografia tem que ser levada a sério, pois já é um caminho para o futuro profissional de cada um. E, destacando um ponto em comum que praticamente todos os palestrantes disseram, é necessária uma especialização, pois manter-se atualizado, e investir em diferenciais é obrigatório no mundo de hoje.
O último dia de apresentações foi dedicado à carreira diplomática e aos organismos internacionais. O secretário Filipe Nasser iniciou sua apresentação falando sobre algumas mudanças que estão ocorrendo no Itamaraty, com o objetivo de tornar mais democrático o acesso à Casa de Rio Branco. Para aqueles que pensam em prestar o concurso, Nasser ressaltou a necessidade de entender o ofício diplomático, que implica em ser um defensor e promotor do seu País no exterior e internamente, pois a diplomacia necessita de um diálogo com a sociedade. Com isso, o diplomata agrega uma multiplicidade de funções e, quando servindo no exterior, ele incorpora a figura do Estado, promovendo, sempre, os interesses nacionais (inclusive protegendo brasileiros no exterior via atividades consulares), ao mesmo tempo trabalhando por uma ordem internacional mais justa.
O secretário chamou a atenção para duas facetas que têm ganhado importância. A primeira é referente às funções dos diplomatas nos organismos internacionais, tendo em vista que a agenda internacional tem se tornado cada vez mais densa e abrangente. A segunda, quanto à administração do Itamaraty, pois gerenciar a instituição que procura evoluir diante das crescentes demandas dos compromissos internacionais do Brasil tornou-se fundamentalmente importante.
Por isso, o jovem diplomata destacou a importância da vocação para a carreira. Ele ressaltou que, antes de tudo, tem que ser uma questão pessoal muito bem resolvida, pois ser um diplomata significa estar disposto a dar parte de sua vida à uma instituição pública e, no limite, ao País. Assim, a formação de um internacionalista é um excelente fundamento, pois, de acordo com uma frase do chanceler Celso Amorim “as decisões intuitivas são as melhores, mas tem que ter como base o conhecimento teórico”. Finalizando, salientou que, recentemente, houve um aumento de quatrocentas vagas na carreira, o que aumentou as chances de acesso, mas que o concurso manteve a alto grau de qualidade e dificuldade sempre exigidos dos futuros diplomatas. Este aumento é um reflexo da necessidade de reforçar o serviço exterior brasileiro, dada a maior participação do Brasil nas relações internacionais.
O último palestrante da Semana de RI, Hugo Rosa, assistente de projetos do Programa Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho, que também fica localizada em Brasília, esclareceu que concentraria sua apresentação nas organizações internacionais que têm escritórios no Brasil, ou seja, dezesseis agências, começando pelo maior, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), até o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC).
O internacionalista destacou que há diversas possibilidades e formas de se trabalhar junto a um desses organismos. Por isso, elencou os diferentes meios de contratação que existem, começando pelo tradicional estágio, que, em geral, tem sua divulgação feita por anúncios de e-mail e em jornais locais. A seleção é feita por análises de currículos e entrevistas, sendo que os contratos duram de 6 a 12 meses e não há remuneração. Os outros, são o Special Service Agreement, que é um contrato de trabalho sem benefícios trabalhistas e por tempo limitado, normalmente em casos urgentes ou quando não há postos disponíveis, e são temporários (no máximo por 9 meses); o General Service, que é um contrato para profissionais nacionais, em geral para serviços administrativos, sendo que não exigem formação universitária para alguns postos, mas normalmente preenchidos por muitos recém formados, e, na maioria das vezes, a seleção é por meio de anúncio de vaga ou contratação de estagiários; o National Officer, que são profissionais nacionais com formação acadêmica mais alta e experiência de trabalho, com foco operacional em diversas áreas - gestão de projetos; comunicação, relações externas, assistência legal etc -; e, por último, Professional e Director , que não podem servir em seu país natal e são cargos de alto nível e de direção com status de Diplomatas, ou seja, têm imunidades e privilégios previstos por lei.
Com isso, Rosa destacou a ampla gama de possibilidades de atuação nas organizações internacionais aqui no Brasil. Também citou o caso de um projeto para a retirada de crianças de uma área de lixão, no nordeste brasileiro, quando pôde ver que o trabalho realizado por ele fazia diferença, motivando-o ainda mais a continuar nessa área, já que está ajudando a mudar, ao menos um pouco para melhor, a realidade brasileira.
Para encerrar a sessão e a Sétima Semana de Relações Internacionais, o embaixador Rubens Ricupero fez um arrazoado de todos os temas abordados ao longo dos cinco dias, destacando a ampla gama de possibilidades de atuação que um internacionalista tem e incentivando os alunos a procurarem juntar a satisfação pessoal e profissional em qualquer uma delas. Conseguindo isso, com certeza, poderão encontrar sua realização em ambas as dimensões.
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Prof. Luiz Alberto Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia, abrindo a VII Semana de Relações Internacionais. |
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Professora Flavia de Campos Mello. |
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Carolina Valente, da PACTA Consultoria. |
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Jornalista William Waack. |
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Exposição do internacionalista Fabio Rua, tendo ao lado o coordenador do Curso de Economia da FAAP, professor José Maria Rodriguez Ramos. |
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Denise Gregory, diretora executiva do CEBRI. |
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Professor Georges Landau, com a experiência acumulada em mais de 25 anos em organismos internacionais de desenvolvimento, comenta as exposições do terceiro dia da Semana de RI. |
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Mariana Figo Gaspar, assessora da Secretaria Municipal de
Relações Internacionais. |
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Professor Gunther Rudzit, coordenador do Curso de RI da FAAP, abrindo o quarto dia da Semana de RI. |
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Lucia Antunes, gerente nacional de Customer Service da Maersk. |
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Jaqueline Medina, trainee da Maersk. |
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Cammilla Horta Gomes, da ANVISA. |
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O jovem diplomata Filipe Nasser. |
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Internacionalista Hugo Rosa, assistente de projetos do Programa Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho. |
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Embaixador Rubens Ricupero, fazendo e encerramento da Semana de RI. |
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Integrantes da Comissão Organizadora da VII Semana de Relações Internacionais: João Guilherme Veiga Grecco, Guilherme Augusto Sanches Ribeiro, Ana Abidor, Igor Willenshofer, Fabio Enzo Shida Fukuda e Caio Vieira Cordeiro. |
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