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Apresentação

Não é um curso de diplomacia nem de comércio exterior. É mais do que isso, se olharmos o Brasil como nação inserida no processo de globalização e aberta, há cerca de uma década e meia, ao mundo. Na FAAP, quando se fala de Relações Internacionais (RI), fala-se de modernização e preparo de futuros empresários.

A grade curricular está montada com o objetivo de formar profissionais com forte poder de negociação e amplos conhecimentos econômicos, financeiros e tecnológicos. Aqui repousa o grande diferencial, que se alinha à crescente tendência de internacionalização do País e às necessidades do mundo contemporâneo multipolar. Uma tendência que vem se ampliando e “se tornando moda”, para usar uma expressão coloquial; no entanto, a expressão exata seria “se tornando necessidade”, dentro do novo país que se desenha.

Não se trata mais da formação tradicional, que confere ao graduado um perfil político-diplomático, direcionado para atuar, notadamente, em órgãos públicos. O que se tem aqui é uma inovação. No exterior, o curso é chamado business diplomacy, mas a FAAP o denomina diplomacia empresarial.

Com procura crescente, destina-se a formar especialistas que serão enviados pelas empresas para vender o País lá fora. Desde sua implantação, diplomaram-se turmas com empregabilidade absoluta, trabalhando naquilo
a que se propunham.

O curso de RI nasceu em 1998, da constatação de que, com o Brasil procurando cada vez mais fortalecer as exportações e as empresas abrindo-se para o exterior, havia carência de profissionais no segmento.

O RI foi reconhecido pelo MEC em 2003, e montou-se uma estrutura que é mais do que um curso de comércio exterior, pois capacita o aluno num conjunto de disciplinas que incluem de maneira ampla (e com enorme carga horária) relações e negociações internacionais, prospecção de negócios, modelos de negociação, política e economia internacional, sistema financeiro nacional e internacional, além de conhecimentos teóricos de Direito Internacional. Tudo para formar um gestor de processos ultracapacitado.

Até há poucos anos não existia tal especialização no Brasil, já que ela é específica e recente. Antes, as empresas requisitavam advogados, administradores ou economistas para exercer esse papel, e sempre acabavam existindo lacunas, porquanto certas situações exigiam conhecimentos interligados. Como está havendo um superaquecimento do mercado, o RI chegou para ficar e evoluir. O curso é considerado um portal de acesso para programas de intercâmbio educacional e cultural em todo o mundo.

O curso está programado para oito semestres, com setenta vagas por semestre. As aulas são diurnas, uma vez que se trata de um aluno com perfil especial. No processo seletivo, são escolhidos os melhores alunos dos melhores colégios, e isso faz a diferença. O estudante precisa saber com fluência dois idiomas – de preferência, mais de dois.

Muitos estão indo ao exterior aprender uma terceira ou quarta língua. São alunos ativos que mantêm participação constante nos encontros nacionais ou internacionais de RI ou atuam intensamente nas simulações de assembléias da ONU e de outros organismos internacionais.

Essas pessoas estão sempre dispostas a realizar atividades extracurriculares, porque é um campo que está em constante evolução e em que, para o profissional não se ver superado, a reciclagem e a atualização devem ser contínuas.

Internamente, objetivando a troca de idéias e a visualização de problemas e caminhos, a FAAP promove encontros semestrais com ex-alunos que estão no mercado. Além disso, alunos têm ido para o México, a Argentina, os EUA e outros países, num intercâmbio com diferentes cursos de RI, buscando conhecimentos mais abrangentes e práticos.

O essencial é que se leva em conta não o número de convênios, mas a qualidade, pois um dos critérios é assiná-los apenas com as melhores instituições de cada país. Afora uma relação constante com o Instituto Rio Branco, no Brasil.

O curso de RI é complementado com aulas magnas, palestras, encontros, workshops, conferências e seminários ministrados por grandes nomes da política, da economia e das relações exteriores, e por vários ex-presidentes, ex-ministros e embaixadores convidados.

O RI da FAAP avalia constantemente seus resultados, estudando as possibilidades de mudanças e avanços. Enquanto muitos acham que a entrada no mercado de trabalho é problema do aluno a partir da graduação, a FAAP pensa diferente, uma vez que tanto professores quanto a Instituição estão inseridos no processo.

Assim, trabalha-se para divulgar o RI junto a empresas e associações empresariais, visto que muitas desconhecem a especialização ou a confundem com a formação de um diplomata convencional. Mostra-se o que é e como atua o profissional da área, numa atividade a que se dá o nome de inserção no mercado e que, se ainda não é uma disciplina, já está sendo pensada como tal.