Interior paulista é um "país" com PIB de US$ 130 bilhões e uma renda per capita de US$ 9,8 mil

Artur Araujo
Editor do Cosmo On Line
com correspondentes

Pólo de investimentos nacionais e internacionais, o interior de São Paulo é hoje uma das principais rotas da riqueza do mundo, com seus invejáveis indicadores sócio-econômicos e sua mão-de-obra qualificada.
A região é um "país" com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 130 bilhões (18% do PIB nacional) e uma renda per capita de US$ 9,8 mil, segundo dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses números colocariam o interior de São Paulo em 29º lugar no ranking das economias do mundo, superando, por exemplo, a Finlândia, cujo PIB é de US$ 127,8 bi e a Indonésia, um dos tigres asiáticos, que registrou, em 99, US$ 125 bilhões de PIB.

No caso da renda per capita, o desempenho é ainda mais impressionante. A região ficaria em 54º lugar no ranking mundial, superando em muito a performance do Brasil (US$ 4,3 mil de renda per capita, 73º lugar) e nivelando-se a países como a Coréia do Sul (US$ 8,5 mil) e Portugal (US$ 11 mil).

Da agricultura aos serviços, passando por sua sofisticada indústria e uma ampla rede de comércio, o interior de São Paulo tem se mostrado um verdadeiro ímã de negócios e oportunidades para investidores de todas as partes do mundo. Além dos atrativos econômicos e tecnológicos, esses últimos provenientes das diversas universidades instaladas no interior paulista, a região oferece boa qualidade de vida e um potencial turístico ainda não plenamente explorado.

A soma desses fatores tornou a região o destino de 68% dos investimentos no Estado de São Paulo entre 1995 e 1999, segundo dados da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico (os 32% restantes foram para a região metropolitana da capital). O percentual significou US$ 64 bilhões em investimentos para o interior.

Por sua grande extensão territorial, o interior de São Paulo oferece um vasto leque de potenciais, que vão das tecnologias da informação e comunicação -principal especialidade da região de Campinas-, à indústria aeronáutica -vocação do Vale do Paraíba-, passando pela sofisticada tecnologia agrícola -disponível em várias universidades do interior- e o turismo, ponto forte do litoral.

fonte: http://www.cosmo.com.br/rota/